[Vergílio Ferreira] Ó Para Sempre [romanovs PDF] Ebook Epub Download ✓ E Foi Quando, Na Vastid O Astral Meu Deus, Eu Devia Ser Grave Regressado Ao Sil Ncio Fundamental E Falas Tanto Revestido Ao Osso Da Minha Amargura Que Que Significa Falares E Discretares Como Se Para Um P Blico A Ouvir Est S S , N O H Ningu M A Ser P Blico Tua Volta Nem Tu Mas De S Bito, Que Serrabulhada De Norte A Sul, Este A Oeste Era Um Cacarejo Estridente, Ou O O Na Minha Afli O Dos Quatro Cantos Do Mundo, Estou Parado Varanda, A Montanha Aguenta No Dorso Toneladas De Calor Fil Sofos, Pol Ticos, Passo Grave Entre As Muralhas Da Biblioteca, Um Dia Xana Veio Me Ali Chamar Era Tarde, N O Havia J Ningu M, Entre Montanhas De Papel E A Espantosa Prolifera O Dos Teorizadores, Dos S Bios Que Tiveram Raz O Para A Eternidade E J N O Tinham, Dos Poetas Que Dedilharam Na Lira A Sua Melancolia Para A Como O Da Intimidade Das Virgens E Que Nos Fazem Rir E Dos Doutores Dos Conc Lios, Dos Ascetas, Dos Pregadores Dos Historiadores, Dos Salvadores Do Mundo, Dos Folicul Rios Mas Em Cada Momento Do Passado, A Reuni O Em Torno De Uma Verdade Como Um Bolo, Tomai E Comei Levava Se Para Casa A Fatia Da Ci Ncia, Da Arte E Agora Das Explica Es Das Causas E Dos Fins, Da Ordena O Dos Costumes, Da Regulamenta O Do Choro E Do Riso, Desde A Melancolia Do Entardecer Ao Ranger Do Dente Na Treva, Desde A Distens O A Rea Dos L Bios Ao Riso Bronco E Pan Udo E Agora Estou Parado Varanda, Dos Quatro Pontos CardeaisVerg Lio Ferreira Inebriante.
H muita coisa que se poderia dizer mas n o tenho vontade bastante para me alongar em palavras um livro dif cil de se ler N o menos dif cil de escrever, certamente Intrincado, as frases a interromperem se e a atropelarem se umas s outras, um derrame mec nico de pensamentos e mem rias sobre o papel, esplendidamente executado Classifico o apenas por uma quest o de coer ncia, pois n o me consigo decidir quanto ao que gostei e ao que havia sequer para se gostar num romance que uma revisita o de uma vida.
N o apreciei o estilo, mas n o tenho nenhum outro reparo a fazer Sei que, algures, vest gios seus ter o ficado gravados em mim, nos espa os da minha insignific ncia Para um sempre, talvez, que na melhor das hip teses n o existe.
S calmo at estupidez como a vida E todavia Dar a volta por quanto existi e exististe tanto Porque uma vida humana Como ela intensa Porque o que nela acontece n o o que nela acontece mas a quantidade de n s que acontece nesse acontecer Invent vamos o futuro para ainda haver futuro quando o n o houvesse e a vida lhe pertencia.
Verg lio, tardio, no seu ponto de ebuli o.
Grande livro A literatura no seu melhor Sobre o final da vida e a retrospectiva da mesma A realidade nem sempre o que foi O que a felicidade Como encaramos o futuro quando ele pode ser curto, e como encaramos o passado que n o o que recordamos A n o perder para quem ama livros.
Tantas vezes o comecei a ler e tantas vezes n o consegui passar da 3 p gina Quando n o d , n o d Para uns uma obra prima, para mim um sacrif cio Que fazer N o sei fingir que amo pouco quando em mim ama tudo E mistura, uma ternura subtil Uma indefin vel regress o meninice.
Dou a volta casa toda, dou a volta vida toda e como se um desejo de a totalizar, a ter na m o Ter a imagem vis vel de tudo quanto a construiu, rever me nela para a levar comigo Morrer todo no que fui para qu restos atr s de mim ser perfeito na minha totaliza op 43 Esp rito da montanha n o grites Chamar s a aten o das gentes, meter te o num hosp cio, s calmo Se fores calmo e sensato, tudo ser t o evidente Respira fundo a imensid o da terra e os astros que v o chegar e o aroma que se desprende da exist ncia de tudo Respira fundo e olha apenas Vir a morte quando for a altura de tocares o teu limite e o teu corpo esgotar tudo o que nele existiu Reconhecer s ent o que todas as ideias sobre ele s o de mais que uma ideia Porque uma ideia tamb m um acto de vontade n o penses Toda a vida se cumpre por si, facilmente, espontaneamente n o penses Toda a vida tem em si as ideias de que precisa, n o h necessidade de promov las Elas nascem do pr prio acto de existires, n o as procures para al m disso Procur las tec las no vazio de si, n o procures Recolhe te humildade de ti Olha apenas tua volta, distraidamente olha Morte e vida e paix es e sonhos e vit rias e desilus es, como um ferro velho das valetas, a vida cumpre se indiferente pela sua estrada real esquece Ent o ter s inscrito o teu ser na Grande Ordem do Universo, a Grande Lei ser a tua lei sem que procures saber qual a tua lei A tua lei existires com um m nimo de aten o ao que fores existindo Cumpre te como homem que existiu, n o tentes ir al m de ti, porque a Ordem est em ti, vasta, transbordante, imensa como os limites do mundo Repousa a no centro da tua vida t o misteriosa e t o simples recolhe te a ela com a gratid o e a humildade com que deves entender te que que queres saber Tudo est sabido desde o inicio, o resto orgulho e estupidez.